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PERGUNTAS FREQUENTES

1Varizes voltam depois da cirurgia?

Muita gente reclama que, após ter suas varizes tratadas cirurgicamente, vê o problema reaparecer, às vezes em curto prazo. É preciso reconhecer que essa é uma reclamação mais frequente do que gostaríamos de admitir, como angiologistas. Não há como dar uma resposta definitiva nem tão pouco esgotar o assunto. Porém, algumas premissas podem lançar luz sobre a questão:

A Cronicidade da doença
Não raro, o paciente costuma pensar o problema das varizes como curável, especialmente quando se submete a uma intervenção cirúrgica. Ora, as varizes constituem uma doença degenerativa, crônica, de caráter hereditário e que piora, sistematicamente, com o avançar da idade. Dessa forma, o tratamento não pode ser pontual e sim, deve ser continuado, tanto com medidas gerais e preventivas, quanto como com cuidados médicos específicos. As medidas gerais e preventivas promovem a melhoria da circulação venosa e poupam o sistema de sobrecarga. Os cuidados médicos específicos visam erradicar as varizes existentes no momento da avaliação.

Dificuldade no Controle dos Fatores que Predispõem as Varizes Somente para citar, alguns desses principais fatores:
Sobrepeso;
Inatividade física;
Obesidade;
Uso de hormônios;
Número aumentado de gestações.

Claramente, a dificuldade em obter o controle ideal do peso e um ritmo adequado de atividade física está presente em grande parte de população. Em contrapartida, não seria razoável evitar uma gestação pelo risco de se desenvolver ou piorar um quadro de varizes. Também o uso de hormônios tem recomendação médica em diversos casos.

Maior Atenção Às Varizes, Após Tratamento Cirúrgico De forma geral, há uma tendência psicológica do paciente em prestar maior atenção a algum problema de saúde, após uma intervenção cirúrgica. Antes do diagnóstico, o problema das varizes pode passar despercebido ou ser minimizado. Após o tratamento cirúrgico, o paciente tende a focar mais no problema e, eventualmente, ter sua expectativa de cura frustrada em decorrência do aparecimento de varizes, novamente.

2Tratamento de ‘microvarizes’ com laser é indolor?

As “microvarizes”, tecnicamente chamadas de telangiectasias e veias reticulares insuficientes, podem ser tratadas com o LASER Transdérmico, um tipo de escleroterapia que substitui ou se associa ao tratamento de escleroterapia química convencional, por injeção com agulha.

A escleroterapia química convencional (“Aplicação de varizes”) e /ou a escleroterapia com LASER Transdérmico implicam em algum grau de desconforto. Entretanto, há meios de minimizar esse desconforto, sendo o resfriamento cutâneo com jatos de ar gelado, um dos métodos mais utilizados na atualidade.

A grande maioria dos pacientes apresenta tolerância boa ou excelente durante o tratamento, em vigência do resfriamento da pele.

3Cruzar as pernas causa varizes?

Não há evidência científica concreta quanto a isso. Em nossa opinião, trata-se de um mito surpreendentemente forte, que ainda não foi confirmado, nem mesmo refutado em definitivo.

Sendo assim, é melhor que o paciente gaste suas energias buscando controlar fatores de risco reconhecidamente importantes, como manter o peso adequado e fazer atividade física regularmente.

4Usar salto provoca varizes?

A relação entre os saltos dos calçados e as varizes pode existir, porque o salto influi na marcha. A marcha se dá pela contração dos músculos dos membros inferiores, sobretudo a panturrilha. Considerada o coração venoso periférico, a musculatura da panturrilha é a responsável principal pelo bombeamento venoso.

Uma medida de salto considerada adequada para otimizar a contração dos músculos da panturrilha teria uma altura de três centímetros.

Ausência de salto ou salto elevado podem ter influência no problema das varizes, à medida em que houver interferência no movimento da contração da panturrilha.

5Devo engravidar primeiro e, somente após essa fase, buscar tratamento para as varizes?

Essa é mais uma das perguntas campeãs no consultório de angiologia. Espero respondê-la com toda a atenção e todo o carinho que uma futura mamãe merece. Em primeiro lugar, não há uma “última palavra” sobre esse assunto. Por sabermos que as opiniões divergem, tentaremos estabelecer algumas premissas e, ao fim, deixar a nossa opinião.

Que a gravidez está relacionada com as varizes, desencadeando-as ou agravando um quadro pré-existente, isso todos sabem. As causas principais são o aumento do volume de sangue circulante, que sobrecarrega os vasos, o efeito dos hormônios, que dilatam as veias e, como se não bastasse, o crescimento do útero, que vai comprimindo, mais e mais, as veias abdominais e pélvicas. Esse último evento, especialmente no terceiro trimestre, dificulta o retorno do sangue das veias das pernas para o coração.

Em resumo, é muito difícil, eu diria quase impossível, uma mulher escapar “ilesa”de múltiplas gestações, relativamente às veias dos membros inferiores. Sendo assim, cabe a dúvida:

“Uma vez que as varizes são quase inevitáveis após a gravidez, melhor esperar engravidar e buscar tratamento depois dessa fase?

Ou:

“Vale a pena tratar antes da gravidez?”

A minha opinião, categoricamente, é que as varizes e/ou microvarizes devem ser tratadas tão logo apareçam, o mais precocemente possível e a manutenção do tratamento, deve ser feita no decorrer da vida inteira.

Vimos em outra pergunta, que varizes são uma doença degenerativa, crônica, de caráter hereditário e que piora sistematicamente com o avançar da idade, razão pela qual, demanda cuidados constantes, como com os cabelos, as unhas, a pele, o corpo, o coração e todos os demais órgãos.

Lembrando que, a gravidez trará um ônus sobre o sistema venoso, inexoravelmente. Consequentemente, as complicações associadas às varizes, também aumentam em incidência durante a gestação o e o puerpério, tais como flebites, tromboses venosas e a temida embolia pulmonar.

Como argumento final, podemos alegar que é muito mais sensato buscar solução para um problema menor, que espera-lo crescer. Também não faz sentido ter as pernas esteticamente comprometidas durante o tempo dedicado à maternidade, que pode ser muito longo…

6Quais as complicações e reações adversas em escleroterapia com LASER e ou químicos?

Como todo tratamento médico, a escleroterapia, em todas as suas modalidades (líquida/espuma/LASER) está sujeita a reações adversas, efeitos colaterais e um resultado aquém da expectativa.

Isso ocorre na minoria dos casos, em tratando-se de profissionais bem qualificados e treinados, mas é uma realidade que deve ser conhecida pelo paciente, antes de tomar a decisão de aceitar a proposta terapêutica.

As manchas são as complicações mais comuns e, quase sempre, têm resolução no decorrer do tempo. Nesse caso, medicações tópicas coadjuvantes podem ser acrescentadas para acelerar o processo de clareamento.

Também podem ocorrer edema (inchaço) nos pés, bolhas e outras lesões da pele, formação de pequenos coágulos dentro dos vasos tratados.

“Matting” é também um quadro indesejável, em que se formam “nuvens” de novos vasinhos de calibre muito pequeno, como uma explosão, na área tratada. Essa “nuvem” muitas vezes se desvanece sozinha, após algumas semanas, sem qualquer intervenção.

Outras complicações mais graves, como necroses de pele e tromboses de veias profundas, podem ocorrer, mas são excepcionalmente raras Essas são razões que reforçam a necessidade da adesão integral ao tratamento e as suas eventuais adversidades.

Via de regra, mesmo cursando com complicações, quase sempre o final é compensador e o aspecto da região tratada melhora significativamente em relação ao que era antes do tratamento.

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